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(DES)CONSTRUIR O FUTURO DOS ALUNOS DO DEPARTAMENTO DE PRODUÇÃO E SISTEMAS DA UNIVERSIDADE DO MINHO


Dezenas de alunos de vários cursos lecionados no Departamento de Produção e Sistemas da Universidade do Minho (DPS) reuniram-se hoje, 26 de fevereiro de 2016, para uma tempestade de ideias em torno das dificuldades de inserção no mercado de trabalho enfrentadas pelos estudantes da atualidade. Tal aconteceu numa iniciativa inovadora promovida pelo LIFTOFF – Gabinete do Empreendedor da AAUM inserida na Semana da Inovação organizada pelo DPS.
No decorrer desta atividade foi obtido um conjunto de ideias a implementar com vista à melhoria da inserção destes estudantes no mercado de trabalho.

Após a dinamização do momento de geração de ideias, destacam-se seis preocupações centrais patentes no pensamento dos estudantes:
- Não corresponder às expectativas das empresas sendo o domínio de uma segunda língua, a experiência e o conhecimento de softwares específicos os pontos identificados como campos a trabalhar. Os alunos gostariam de ver incluída, no plano de estudos, uma unidade curricular (UC) de desenvolvimento de línguas com avaliação e sentido evolutivo. A importância do domínio da língua inglesa  é tão grande que foi sugerido que algumas unidades curriculares passassem a ser totalmente lecionadas em inglês devendo os próprios testes e material de apoio ser elaborados nesta língua.
 O estágio curricular no final de cada ano letivo seria também uma boa aposta, defendem estes estudantes.
Com vista a uma maior adaptação dos estudantes ao perfil que é procurado pelas empresas, foi opinião unânime que deverá haver uma aposta, por parte das direções de curso, no levantamento de necessidades, perfis procurados e competência valorizadas pelas empresas no início de cada ano letivo. Mediante estas indicações, as UC’s e os seus conteúdos programáticas deveriam ser adaptados à realidade empresarial do momento. Todas as competências que não fossem da responsabilidade do curso deveriam ser transmitidas aos alunos para que estes investissem nas mesmas em atividades extra-curriculares.
- A entrada no mercado de trabalho por encaminhamento de terceiros foi apontada como um dos problemas mais difíceis de solucionar. Os alunos recomendam que haja uma aposta, por parte dos mesmos, em darem-se a conhecer às empresas mostrando de que forma lhes podem ser úteis tendo identificado os problemas/desafios que a empresa enfrenta e de que forma podem contribuir para a sua resolução.
- A demora na aprovação dos estágios por parte do IEFP é algo que está também a preocupar os nossos estudantes. Devido à falta de conhecimento da própria estrutura e funcionamento interno da entidade os estudantes não tinham informação suficiente para propor soluções concretas. 
 

- Os estudantes defendem que, ao contrário do desejado, não existe uma grande aposta em estágios a realizar durante o curso. Foram identificadas algumas formas de os alunos se aproximarem das empresas e facilitarem o processo de seleção, nomeadamente através da participação em eventos que tragam as empresas às universidades, ou vice-versa, da integração em projetos de investigação com os quais as empresas colaborem e através da substituição de trabalhos teóricos inseridos nas UC’s por trabalhos práticos em contexto empresarial.
- Na ótica dos estudantes que participaram na atividade de brainstorming, apesar dos grandes passos dados nesse sentido, deve ser dada prioridade a uma maior ligação entre a Universidade do Minho e o tecido empresarial. Veem como situação ideal a auscultação das empresas na elaboração do plano curricular. Argumentam que deverá também haver um maior cuidado na identificação de possíveis estágios por parte da universidade que, idealmente, se dividiram em dois momentos: um mês de estágio no início do curso de 2º ciclo que teria continuidade com a dissertação de mestrado.
- A resolução da carência de uma plataforma de contacto direto entre as empresas e os recém-graduados desta instituição foi também apontada como uma solução. Os alunos ambicionam que seja criada uma plataforma semelhante ao Linkedin mas fechada aos aluno da Universidade do Minho na qual os alunos seriam motivados a inscrever-se desde o primeiro dia de aulas. A universidade seria responsável por convencer as empresas a recorrerem a esta plataforma como forma de recrutamento e o próprio IEFP deveria ser integrado como parceiros.


 
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